Whitney Museum em Discussão com Técnicos Frustrados Para Evitar Greve da Whitney Biennial

Whitney Museum em Discussão com Técnicos Frustrados Para Evitar Greve da Whitney Biennial
Whitney Museum
(Cortesia Wikipedia)

 

A corrente paralisação da união dos técnicos da Sotheby's levaram um grupo de profissionais que historicamente ficaram nos bastidores aos holofotes da mídia. Mas as casas de leilão não são as únicas instituições negociando com as pessoas envolvidas no manejo e manutenção de suas obras. Os técnicos do Whitney Museum também estão em já prolongada negociação de contrato com seus empregadores, apesar de as conversas não serem tão amargas quanto o caso anterior. Uma análise das negociações em curso mostra que há uma alternativa às táticas agressivas da Sotheby's, mas também sugere quão difícil é para os museus em atingir um acordo contratual com o sindicato com orçamentos tão enxutos.

 

As discussões “tem sido cordiais porém difíceis,” disse James Anderson, administrador do Teamsters Local 966, que está negociando em nome dos técnicos. Incapaz de estabelecer um novo contrato, o museu estendeu o antigo por duas vezes, que expirou em outubro. Da forma que está, o contrato dos técnicos está configurado para expirar novamente no dia 31 de janeiro – justo antes dos preparativos para a Whitney Biennial entrar em ação em março. Anderson espera trazer uma oferta aos membros do sindicato dentro de uma semana – então, estará nas mãos deles aceitar ou rejeitar a proposta. Se os técnicos rejeitarem, “o Whitney pode nos trancar pra fora, nós poderíamos fazer uma greve, ou o empregador pode aceitar voltar à mesa e fazer algumas modificações,” disse ele.

Apesar de os técnicos estarem geralmente divididos entre a galeria no Upper East Side e a unidade usada como depósito longe dali, “todos serão chamados para o Upper East Side para a montagem da bienal em Fevereiro, então se tiver que ter uma greve, vai ser neste momento,” disse outra fonte próxima das negociações. A pequena equipe da união dos técnicos do Whitney, que consiste em 10 pessoas, é declaradamente divergente ao considerar uma ação tão dramática.

As negociações estão centradas em remunerações e planos de saúde. Os técnicos estão batalhando para manter as suas contribuições para os planos de saúde como estão, apesar de o Whitney ter aumentado os descontos para funcionários não pertencentes ao sindicato e muitos funcionários que pertencem também de 10 a 20 por cento em todo o museu. Os advogados da instituição sugeriram verbalmente durante as negociações que os técnicos poderiam compensar pela perda de receita trabalhando horas extra, de acordo com duas pessoas que estão a par das negociações. “A situação é diferente da Sotheby's porque o Whitney é uma organização sem fins lucrativos que tem a intenção de representar os valores culturais americanos,” disse um dos técnicos do Whitney, “então eles deveriam estar fazendo mais que isso.”

Dois elementos menores em negociação oferecem uma visão por dentro da área técnica da arte, que quase sempre ocorre longe da vista do público. Em um ponto, a união solicitou cobertura total de maternidade já que uma integrante da equipe está atualmente grávida. (“Eu não acho que nós teremos sucesso em fazer o Whitney concordar com isto,” disse Anderson, que lembra que a mulher ainda irá receber o reembolso pela invalidez temporária pelo Family Medical Leave Act.)

O sindicato também está pedindo para estender o pagamento por horas extras em fins de semana para trabalhadores temporários – que constituem uma grande parte dos montadores do Whitney – mesmo se eles não tiverem trabalhado um fim de semana completo antecipado. Quando os funcionários temporários tiveram que permanecer por 36 horas seguidas no museu por conta do furacão Irene, estas horas não foram contabilizadas como horas extra, apesar de o museu ter fornecido esta informação como uma medida de emergência informal.

Um representante do Whitney disse que o museu não poderia comentar sobre uma negociação em processo, mas notou, “Nossas conversas até agora tem sido cordiais e respeitosas, e nós esperamos que as negociações prossigam até que uma resolução boa para ambas as partes seja alcançada.”

Aqueles que estão próximos das negociações disseram que as questões contratuais estão particularmente voltadas à iminente mudança do Whitney para seu novo local no centro da cidade em 2015.

O sindicato foi cuidadoso ao negociar um contrato de cinco anos de maneira que os seus empregos estivessem assegurados depois dá mudança. “Nós temos uma longa história com o Whitney – eles são bastante avançados,” disse Anderson. “Eles não estão estão dispostos a deixar as pessoas trancadas pra fora. Esperamos que essa negociação não seja mais uma Sotheby's.”

 

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